Florianópolis – A mentora intelectual das torturas que levaram à morte o estudante de Direito e segurança teve o mandado de prisão temporário cumprido nesta sexta-feira, 4, pela Polícia Civil, por meio da 6ª Delegacia da Capital. A Prisão Temporária foi representada pelo Delegado da Delegacia de Homicídios Enio de Oliveira Matos, na manhã de ontem, e foi deferido pelo Judiciário no mesmo dia.

Segundo as investigações, a autora de 32 anos teria inventado que a vítima, um homem de 28 anos, teria molestado sexualmente sua filha de 11 anos, contando tal fato aos traficantes da localidade do Morro da Marquinha, no intuito que eles tomassem providências. Autora e vítima moravam em casas distintas dentro do mesmo terreno. A motivação verdadeira desta comunicação seria o interesse da autora de que a vítima saísse da casa em que morava há quase um ano e meio, para passar a residir nela. Por conta disto, no dia 14 de fevereiro, houve uma discussão e agressões mútuas entre a esposa da vitima e a autora, quando foi danificado o veículo da vítima, dentro da garagem.

Após denunciar o suposto autor do abuso, os traficantes locais teriam ido atrás do estudante e levado ele para um local de difícil acesso, onde ele foi amarrado em um poste e espancado, primeiramente pela suspeita de 32 anos  e depois pelos traficantes. Quando foi solto e estava em fuga, a vítima, muito machucada, caiu em uma ribanceira de cerca de 15m de altura, e teve fratura exposta na perna.

Cerca de 1h30min depois, a Polícia Militar encontrou-o e, com o auxílio do Corpo de Bombeiros o resgatou e o levou par ao Hospital Celso Ramos. Três dias após os espancamentos, em função dos ferimentos, a vítima veio a falecer.

Conforme o delegado Enio, as investigações continuam para identificar e prender os demais participantes do crime.

A prisão temporária tem prazo de 30 dias e pode ser prorrogada por igual período.

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