Continente fecha questão contra o adensamento da região sem a contrapartida de mobilidade

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O distrito do Continente, o maior da cidade de Florianópolis com onze bairros, apresentou na noite de quarta-feira (15), na oitava audiência pública determinada pela Justiça Federal para a discussão do Plano Diretor da Capital, proposta contrária ao adensamento da região sem que sejam garantidos os equipamentos de suporte ao crescimento populacional. Em especial, uma nova ligação Ilha-Continente, a ampliação e modernização da Via Expressa Sul e de seu entorno, a definição sobre a avenida Perimetral Continental, a continuação da avenida Beiramar Continental e a oferta de equipamentos de mobilidade, como melhorias no transporte público e a implantação de ciclovias.

A representante distrital, Beatriz Cardoso, responsável por apresentar a proposta da comunidade, defendeu que os equipamentos necessários para que o distrito suporte o adensamento populacional estejam previstos e garantidos antes que as alterações sejam permitidas. “Não somos contra o aumento dos gabaritos das construções. Mas, se não houver a opção de projetos compatíveis com o adensamento, que não haja alteração”, destacou.

A comunidade se manifestou preocupada com a oferta de áreas verdes no distrito, que segundo Beatriz, eram maiores no plano de 1997. Também pediu atenção para a oferta de áreas públicas destinadas à praças, escolas, creches e postos de saúde. Na proposta entregue para ser incluída no Plano Diretor, ainda chamou atenção para a outorga onerosa do direito de construir, exigindo que sejam cobrados pelo município valores compatíveis com a valorização dos imóveis, para que hajam recursos para investimentos diretamente no distrito.

O reforço das centralidades dos bairros, defendido pelo IPUF , recebeu o apoio dos moradores. A superintendente do órgão, Vanessa Pereira, acrescentou a necessidade de ampliação das áreas para comércio e serviços e da mescla de usos da região. Também propôs a requalificação das bordas d´água, além da reorganização da estrutura urbana consolidada e da demarcação das Áreas de Interesse Social (Zeis), destinadas para a regularização fundiária.

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