GMF encerra paralisação iniciada na segunda-feir

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A Guarda Municipal de Florianópolis encerrou no final da tarde desta sexta-feira (15) a greve iniciada oficialmente na última segunda-feira (11). A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede da corporação, após reunião conjunta do comando de greve com os secretários municipais de Segurança e Gestão do Trânsito, José Paulo Rubim, e de Administração, Ivan Grave.

Segundo Rubim, a formalização de um termo entre o juiz Hildo Nicolau Peron, da 2ª Vara da Justiça Federal, e a Guarda Municipal, na tarde de quinta-feira (14) – que prevê a assinatura de um convênio que estabelece a liberação gradativa dos portes de arma de fogo ao contingente – foi primordial para o término da paralisação. O secretário acredita que o convênio seja assinado até o final da semana que vem.

Após a assembleia, o advogado do Sindicato dos Guardas Municipais de Santa Catarina, Lucas Cherubini, apenas aguardava o recebimento do ofício com a formalização dos pontos acertados com os secretários que, em suas palavras, eram “condicionantes” para o fim da greve. “A partir do momento que o documento tiver a contento daquilo que foi tratado, não vai ter necessidade de assembleia, e a gente vai decretar o fim da greve de fato”, atestou Cherubini.

Desta forma, o advogado prevê que os 25 guardas municipais recém-empossados já habilitados ao uso de arma de fogo vão deter o porte nos próximos 15 dias, retomando ao trabalho de segurança preventiva nas ruas. Enquanto os outros 145 guardas municipais que “perderam” suas armas ainda precisam fazer curso integral ou somente concluir a capacitação já iniciada, a fim de obterem as 160h/aula exigidas por lei para obterem novamente direito ao porte. A expectativa de Cherubini é que, até o final de outubro, todo o contingente esteja habilitado.

Enquanto isso, ficou combinado que os guardas municipais irão voltar à fiscalização da zona azul e à segurança do patrimônio público, a exemplo do que fazem nas duas sedes da Prefeitura e na Câmara de Vereadores, entre outros órgãos. “Vão exercer todas as atividades, desde que não envolvam risco à integridade física”, garantiu o secretário Rubim.

Equipamentos

Outros dois pontos acertados entre o comando de greve e a administração municipal dizem respeito à questão de equipamentos e à reposição dos dias em que os guardas ficaram sem trabalhar.

Os coletes à prova de bala já foram licitados, de modo que se aguarda, apenas, a entrega do produto. Enquanto as armas de choque, os sprays de pimenta e as algemas ficaram de ser adquiridos com a maior brevidade possível.

Quanto ao corte de ponto, ajustaram que haverá reposição de 50% dos dias parados ou desconto em folha, cabendo a escolha a cada guarda municipal participante da greve.

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