Rede Vida no Trânsito chega a outras cidades

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Implantado na Capital em 2012, com iniciativa da Vigilância em Saúde de Florianópolis, a Rede Vida no Trânsito está sendo estendida a Blumenau e a Joinville, municípios com altos índices de mortalidade por acidentes de trânsito. Santa Catarina foi o primeiro Estado a expandir o projeto para além da Capital, conforme sugestão do Ministério da Saúde, coordenador do projeto em parceria com a Organização Pan Americana da Saúde (Opas).

Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde realizará oficinas preparatórias nesses municípios: terça, 28, e quarta-feira, 29, em Blumenau; e quinta, 30, e sexta, 1º de julho, em Joinville. A experiência da implantação da Rede Vida no Trânsito em Florianópolis será apresentada pelo médico Leandro Pereira Garcia, diretor de Vigilância em Saúde da prefeitura de Florianópolis.

“Nesses eventos iremos subsidiar os representantes das Secretarias Municipais de Saúde, da Segurança Pública e de Educação, dos Órgãos Executivos Municipais, Estaduais e Federais de Trânsito e parceiros sobre a estratégia metodológica de execução para a implantação da Rede Vida no Trânsito, ampliando e fortalecendo as ações de redução dos acidentes no trânsito”, afirma Gladis Helena da Silva, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde.

Estatísticas

Nos últimos dez anos, os acidentes por transporte terrestre foram responsáveis por 18.765 óbitos. A taxa de mortalidade passou de 32,6/100.000 hab, em 2005, para 27,3/100.000 hab, em 2014. Os acidentes com mortes envolvendo motocicletas têm-se mantido estáveis, com taxas em torno de 9,0/100.000 hab por ano. Já em relação aos acidentes envolvendo automóveis, a taxa de óbitos praticamente dobrou nesse período, passando de 5,7/100.000 hab para 8,9/100.000 hab.

Os municípios que apresentam as maiores taxas de mortalidade (por 100.000 habitantes) por acidentes de trânsito em Santa Catarina são Rio do Sul (61,9), Tubarão (39,2), Itajaí (35,7), Lages (32,1), Jaraguá do Sul (31,2), São José (29,8), Blumenau (29,3), Joinville (29,2), Chapecó (27,7), Criciúma (24,4), Florianópolis (23,0) e Balneário Camboriú (21,7), conforme dados de 2014 obtidos no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

 

“A população jovem de Santa Catarina é que apresenta, ao longo do período avaliado, a maior frequência de óbitos por acidentes de trânsito”, afirma a médica Jane Laner Cardoso, chefe da Divisão de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Gevra/Dive/SC. Os dados atuais revelam uma leve tendência de diminuição dos óbitos na faixa etária entre 20 e 29 anos e uma discreta elevação de óbitos de pessoas entre 30 e 39 anos.

 

“Da mesma forma que estatísticas internacionais e nacionais, a frequência de óbitos em homens é sempre maior. No caso de Santa Catarina, a série histórica mostra quatro vezes mais óbitos em homens do que em mulheres”, informa Jane.

Sobre o projeto

A Rede Vida no Trânsito é uma iniciativa brasileira voltada para a vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde, em resposta aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020.

Tem como foco das ações a intervenção em dois fatores de risco priorizados no Brasil: dirigir após o consumo de bebida alcoólica  e velocidade excessiva e/ou inadequada, ou grupos de vítimas identificados localmente a partir das análises dos dados, notadamente acidentes de transporte terrestre envolvendo motociclistas.

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