Projeto de canto será apresentado na Europa

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Após conquistar um prêmio nacional, o projeto “Conhecendo o Canto e Cantando sua História”, do Núcleo Municipal de Educação Infantil Canto da Lagoa, será apresentado no Seminário Luso-Brasileiro de Educação Infantil na Universidade do Minho, em Portugal. O evento ocorrerá nos dias 14 e 15 de julho.

Como representantes da unidade de ensino, irão viajar para a Europa a idealizadora do projeto, Rosana Moraes, a diretora do NEI, Solange Aparecida, e as professoras Ana Lúcia , Marilda Martins e Paula Alves.

Através de canções, o trabalho narra a história da colonização de Florianópolis pelo olhar três personagens infantis: o índio Ita, a afrodescendente Omi e Joana, uma criança branca.

Os personagens vivem no mesmo lugar, mas em épocas diferentes. Joana, com sua canoa de Garapuvu, representa a Lagoa da Conceição e sua cultura mais atual. Ita, que aprecia muito as frutas do local, representa os índios que povoaram a Ilha e ainda vivem nos arredores. E a Omi, filha de africanos, moradores do Quilombo da Lagoa no século XIX, foi criada para trabalhar questões relacionadas ao preconceito étnico.

Após descobrirem um portal mágico, os três acabam se encontrando para lutar e proteger a natureza.

No estabelecimento de ensino, o projeto ocorre desde 2014, sendo a iniciativa da cantora e compositora, Rosana Moares. No mesmo ano, o trabalho ganhou reconhecimento nacional pelo Ministério da Cultura, através do prêmio “Escola: lugar brincadeira, cultura e diversidade”.

“Estamos todas ansiosas e muito felizes por levarmos um pouquinho da história de Florianópolis para o mundo”, comenta Rosana.

Rumo a Braga

A cidade de Braga, em Portugal, será sede do evento. Foi no inicio do ano que Rosana soube do seminário. “Uma colega me marcou em uma postagem no facebook. Desde então, conversei com as parceiras do projeto e todas aceitaram a ideia”, diz.

Ro, como é chamada pelos amigos, mora no Canto da Lagoa desde 1991. Os próprios filhos, Caroline e Pedro, frequentaram a instituição do NEI Canto.

Mas, foi em 2014, quando a neta Natália entrou na instituição, que ela resolveu atuar como voluntária na unidade. Criou o projeto e até hoje participa da proposta.

“Minha intenção é mostrar para as crianças a importância de se valorizar o lugar maravilhoso que moramos. Respeitando sempre a natureza e as diferenças culturais das pessoas”, acrescenta.

 

Fonte: PMF